

Quando esqueço
Abri os olhos
E as paredes brancas me fizeram chorar. O tremor em meu corpo quase não me deixa respirar. Saio desesperadamente a procurar algo que não sabia exatamente o que achar. De repente, sinto mãos me abraçarem e, com a voz trêmula, quase falhando: — calma, eu tô aqui. Eu sou sua filha. Eu não sei quem é. Duvido se realmente é quem diz ser. Fala sobre aquele lugar, diz ser meu lar. Não sei. Não me lembro. Volto a chorar. Ela sorri. Demoro a me acalmar. Apenas quero estar perto, perto, muito perto daquele choro e daquele sorriso.
Neilza Santos
Enviado por Neilza Santos em 22/09/2026
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