

Ausente em mim
Perdida em minha mente,
isso me adoece lentamente. Vivo ausente — que indecente — sob a proteção dos meus entes. Sou um indivíduo valente, resistente a essa maldita doença, que insiste, que persiste, como se já não houvesse diferença. Ela me invade, me viola, se entranha fundo em mim, me toma, me cala, me assola — e parece não ter fim.
Neilza Santos
Enviado por Neilza Santos em 27/03/2026
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