

O perigo da inocência
O perigo da inocência nos leva à dureza.
Primeiro, somos testados, açoitados e dilacerados. Depois, atravessamos a raiva, a decepção e a alegação — alegação de nossas certezas, apenas para, em seguida, descobrirmos a incerteza. E com ela vêm a negação e a lamentação. Por fim, tornamo-nos aquilo que nunca imaginaríamos ser: seres desumanos. Arrancam nossa inocência e, depois, não entendem como nos transformamos em alguém tão impiedoso. Na infância, somos puros. Mas, a partir daí, descobrimos a podridão do mundo. Quando essa verdade vem à tona, restam apenas dois caminhos: ser caça ou caçador, dominante ou dominado — nunca um meio-termo.
Neilza Santos
Enviado por Neilza Santos em 29/08/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|